a) Os jornais têm dado muita ênfase a esse assunto.
b) Os jornais têm dado muito ênfase a esse assunto.
A frase correta é a a). Proveniente do grego émphasis, «aparência; imagem», tem atualmente o sentido de "realce", "destaque", a palavra "ênfase" é feminina. Assim deverá dizer:
- Os jornais têm dado muita ênfase a esse assunto.
Qual é a palavra que completa de forma correta a frase?
- No Inverno a minha casa não é fria, é ...
a) ...friíssima. b) ...frigidíssima.
Na verdade embora a forma b) - frigidíssima - seja mais correta, já muitos dicionários também admitem a forma friíssima. O adjetivo frio admite assim duas formas de construção do grau superlativo absoluto sintético, uma formada a partir do étimo latino "frigidu" - "frigidíssimo" - outra seguindo a regra geral, consagrada pelo uso - friíssimo. Ressalve-se que esta posição não é consensual e, por exemplo, o dicionário da Porto Editora só admite a forma "frigidíssimo".
a) Para aliviar as dores, ela submeteu-se a tratamentos de acupuntura.
b) Para aliviar as dores, ela submeteu-se a tratamentos de acumpuntura.
c) Para aliviar as dores, ela submeteu-se a tratamentos de acumpunctura.
d) Para aliviar as dores, ela submeteu-se a tratamentos de acupunctura.
As formas das alínea a) e d) estão corretas. A palavra "acupunctura" resulta de "acu" (agulha) e "punctura" (picada) e refere-se a um método de tratamento de origem chinesa que consiste em introduziragulhas muito finasempontosprecisosdocorpo do paciente.
Com o Acordo Ortográfico também se pode escrever "acupuntura", dependendo da pronúncia ou não do "c".
a) Apesar dos excessos das festas, só engordei duzentos gramas.
b) Apesar dos excessos das festas, só engordei duzentas gramas.
A frase correta é a a). A palavra "grama", quando designa uma unidade de medida, é masculina, por isso devemos dizer "um grama", duzentos gramas", "um quilo(grama)".
Não se deve confundir com "grama", palavra feminina usada no Brasil para designar uma planta, também usada como sinónimo de relva e cujo equivalente em Portugal é o gramão
Com um novo ano quase a iniciar, quero agradecer a todos os que participaram nesta página e ajudaram o blogue a crescer. Em 2017 publiquei 23 artigos novos, ofereci dois cadernos de exercícios e, na página do Facebook, lancei muitos desafios. No Facebook já ultrapassámos a fasquia dos 3900 seguidores, o que muito me alegra. Para 2018 só espero ter saúde para continuar a surpreender-vos e a desafiar-vos. Espero que os próximos 365 dias vos sejam também benéficos e que continuem a participar no blogue.
A forma correta é a b). As palavras agudas (palavras cuja sílaba acentuada é a última) terminadas em "u" não precisam de acento. Por isso escrevemos: peru, caju, cru, menu, tabu, nu...
A forma recomendada é "bolos-reis", segundo a regra que em nomes formados a partir de dois nomes ambos os elementos vão para o plural. No entanto, alguns especialistas consideram que, como se trata de um tipo de bolo, deve-se seguir a mesma regra de navio-escola - navios-escola, ou seja, só o primeiro elemento vai para o plural porque o segundo está a especificar o primeiro.
Segundo o Acordo Ortográfico de 1990 (AO), atualmente em vigor em Portugal, onde morará o Pai Natal?
a) No polo norte.
b) No pólo norte.
A resposta certa é a da alínea a). O AO de 1990 estabelece que se deixem de acentuar as palavras homógrafas, isto é, palavras que se escrevem da mesma maneira, mas que se leem de forma diferente, passando a ser diferenciadas apenas pelo contexto. É o caso de "polo" que levava acento agudo para se diferenciar de "polo", uma preposição antiga que caiu em desuso.
Se este caso é pacífico e a ausência de acentuação não causa transtornos, o mesmo não acontece com outros pares de palavras, como por exemplo para (verbo) / para (preposição), que nem sempre são fáceis de distinguir através do contexto, como no exemplo:
- Ele para para comer. (depois do acordo) = Ele pára para comer. (antes do acordo)
Caso ainda não tenha aderido ao AO de 1990, pode continuar a escrever "pólo".